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	<title>Diniz Cultural (José Diniz de Moraes)</title>
	<link>http://diniz.blog.digi.com.br</link>
	<description>Informações Culturais e Discussão</description>
	<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 19:42:43 +0000</pubDate>
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		<title>VERSOS LIQUIDATÁRIOS</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 16:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diniz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A Poesia de Diniz de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[
  
VERSOS LIQUIDATÁRIOS
J. Diniz de Moraes
Desejei-a destemperadamente um dia.
Infrene corria a seiva passional e inaudita,
E insone permanecia longas horas, à noite,
Sempre à espera de que na aurora, meio tonta,
Assomasse ao estrado da álgida alcova,
Inda que sob o jugo do látego e do açoite,
Balbuciando a palavra mágica e já pronta.
 
Desejei-a desenfreadamente um tempo.
Inerme o moço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&amp;gt;           --></p>
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<p><strong>VERSOS LIQUIDATÁRIOS</strong></p>
<p align="center">J. Diniz de Moraes</p>
<p><em><strong>Desejei-a destemperadamente um dia.</strong></em></p>
<p><em><strong>Infrene corria a seiva passional e inaudita,</strong></em></p>
<p><em><strong>E insone permanecia longas horas, à noite,</strong></em></p>
<p><em><strong>Sempre à espera de que na aurora, meio tonta,</strong></em></p>
<p><em><strong>Assomasse ao estrado da álgida alcova,</strong></em></p>
<p><em><strong>Inda que sob o jugo do látego e do açoite,</strong></em></p>
<p><em><strong>Balbuciando a palavra mágica e já pronta.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Desejei-a desenfreadamente um tempo.</strong></em></p>
<p><em><strong>Inerme o moço guardava-se como jóia rara,</strong></em></p>
<p><em><strong>E docilmente embalava as horas eternas do dia,</strong></em></p>
<p><em><strong>Sempre com a mesma esperança vã dos incautos</strong></em></p>
<p><em><strong>De que antes do fim e da véspera comunal,</strong></em></p>
<p><em><strong>Com as trombetas voltadas para os parvos arautos,</strong></em></p>
<p><em><strong>Aflorasse ígneo o senso contido no paço vocal.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>O modo especial de afeição que se quis mais</strong></em></p>
<p><em><strong>Largo do que podia supor o engenho próprio</strong></em></p>
<p><em><strong>(Era tempo de reflexão e cautela, deveras)</strong></em></p>
<p><em><strong>E que se acreditou resistente e imorredouro,</strong></em></p>
<p><em><strong>Era presunção estéril de um ser frágil e sandeu.</strong></em></p>
<p><em><strong>E todo o amor que se esperava daquele ouro</strong></em></p>
<p><em><strong>Não era senão só o que muito queria o meu.</strong></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>Hibernam-se as paixões e as pretensões</strong></em></p>
<p><em><strong>Num acordo tácito pelo silêncio mútuo,</strong></em></p>
<p><em><strong>Que não se podia romper sem motim.</strong></em></p>
<p><em><strong>E amaram-se sem correspondência alguma,</strong></em></p>
<p><em><strong>E corresponderam-se de um modo banal.</strong></em></p>
<p><em><strong>Então, amaram-se no silêncio impávido duma</strong></em></p>
<p><em><strong>Canção que exaure toda a cobiça nupcial.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Não propalei minha afeição: exigia-se silêncio.</strong></em></p>
<p><em><strong>Nenhum talismã socorreu-me a tempo e modo</strong></em></p>
<p><em><strong>De evitar que se quebrasse o incomum cristal.</strong></em></p>
<p><em><strong>E se passaram as pretensões líricas e loucas,</strong></em></p>
<p><em><strong>Ficaram as rimas cúmplices de uma mudez</strong></em></p>
<p><em><strong>Congênita de quem teve paixões poucas</strong></em></p>
<p><em><strong>E sente, inda que não demonstre com altivez.</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>E, na execução forçada deste pacto ímpio e vil, </strong></em></p>
<p><em><strong>Então, deixai, na estante assoberbada de nomes,</strong></em></p>
<p><em><strong>Em relevo insigne das magníficas pinturas,</strong></em></p>
<p><em><strong>Gravado em amálgama dura de prata e grafite,</strong></em></p>
<p><em><strong>Mais um, entre tantos que a desventura grifou,</strong></em></p>
<p><em><strong>Nestes últimos versos, como uma amiga artrite,</strong></em></p>
<p><em><strong>O nome dela como quem um dia já me amou.</strong></em></p>
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		<title>VEREDICTUM</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 16:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diniz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A Poesia de Diniz de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[
  
VEREDICTUM
J. Diniz de Moraes
Esperou-se ansiosamente o grande dia.
O dia de dizer descuidadamente tudo
A todos, e de deixar logo de ser mudo.
Esperou-se o dia da morte da solidão,
Dos minutos eternos e indolentes,
Dos momentos e azos de acerba angústia,
Num desvelo incomum de fina indústria
De um olhar que descerra toda a sofreguidão.
Aguardou-se desenfreadamente o fausto dia.
Recolheram-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&amp;gt;           --></p>
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<h1><em>VEREDICTUM</em></h1>
<p>J. Diniz de Moraes</p>
<p>Esperou-se ansiosamente o grande dia.</p>
<p>O dia de dizer descuidadamente tudo</p>
<p>A todos, e de deixar logo de ser mudo.</p>
<p>Esperou-se o dia da morte da solidão,</p>
<p>Dos minutos eternos e indolentes,</p>
<p>Dos momentos e azos de acerba angústia,</p>
<p>Num desvelo incomum de fina indústria</p>
<p>De um olhar que descerra toda a sofreguidão.</p>
<p>Aguardou-se desenfreadamente o fausto dia.</p>
<p>Recolheram-se do campo o lenho e a flora linda,</p>
<p>Recolheu-se ao campo tudo de ti e de mim que inda</p>
<p>Não expirava ou denunciava o louco desejo.</p>
<p>Deitaram-se ao largo os contritos e doridos brados;</p>
<p>Poliram diligentemente os altaneiros risos;</p>
<p>Urgia criar, sem demora, mundos e paraísos</p>
<p>Na espera do tudo-certo e de um longo beijo.</p>
<p>Impacientemente, maquinava-se o átimo</p>
<p>De vê-la irromper num estrado de cela,</p>
<p>Insinuante, tenra, deslumbrante e bela:</p>
<p>“<em>Aqui estou e vim buscar-te, louco</em>”.</p>
<p>Pensou-se até na trança do fino cabelo;</p>
<p>No champanha gélido e aberto ao canto;</p>
<p>No olhar incrédulo e de grande espanto</p>
<p>De quem já se sentia tíbio e pouco.</p>
<p>Chegou-se o dia criador de esperanças.</p>
<p>À porta, assomou um espectro de humano,</p>
<p>Entremeado do cômodo fantasma do dano,</p>
<p>Fixo, e sequer refletia a luz incandescente.</p>
<p>Sem sombra, sem som nem ruídos, incompto;</p>
<p>Têmpora e cabelos soltos aos fortes ventos;</p>
<p>Mãos ressequidas e já sem movimentos;</p>
<p>Prenunciava-se ilação de sentença inclemente.</p>
<p>Acudiu, dum flanco, o arauto de todos os anjos,</p>
<p>Numa impavidez digna de olímpica divindade;</p>
<p>Mirando o pranto raso e úmido da soledade,</p>
<p>Deixou sangrar, sem piedade, um ecoante <strong>não</strong>.</p>
<p>E o espectro, junto ao lívido e impaciente carrasco,</p>
<p>Dizia como refrão: “<em>se a sentença se anuncia bruta</em>”,</p>
<p>Vede, amor, “<em>mais que depressa a mão cega executa</em>”</p>
<p>Pois senão o maldito coração revê e perdoa, com razão.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Olá mundo!</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 11:59:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diniz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem  Categoria]]></category>

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		<title>Mundo Virtual</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 12:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diniz</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[A Poesia de Diniz de Moraes]]></category>

		<category><![CDATA[Mensagem Inicial]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei hoje, cansado, fatigado, preocupado com o novo mundo, com o novo século, o novo ano, o próximo dia, mas cheguei. Amanhã terei outras preocupações, mas fiquemos apenas com as de hoje. Amanhã teremos todo o dia para nos ocupar com as novas preocupações. Se vivermos bem o dia de hoje, certamente, o dia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei hoje, cansado, fatigado, preocupado com o novo mundo, com o novo século, o novo ano, o próximo dia, mas cheguei. Amanhã terei outras preocupações, mas fiquemos apenas com as de hoje. Amanhã teremos todo o dia para nos ocupar com as novas preocupações. Se vivermos bem o dia de hoje, certamente, o dia de amanhã será fácil.</p>
<p>Um dia de cada vez; um dia por dia, intenso, como se fosse o último; mas sempre certo como se fosse eterno. Seguro, como se fosse o primeiro, aberto, como se fosse vários; mas sempre novo, como se fosse único.</p>
<p>Diniz de Moraes</p>
<p>Natal, 29 de novembro de 2008.</p>
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